A chuva chove mansamente...
como um sono que tranqüilize,
pacifique, resserene...
A chuva chove mansamente...
Que abandono!
A chuva é a música de um poema de Verlaine...
E vem-me o sonho de uma véspera solene,
em certo paço, já sem data e já sem dono...
Véspera triste como a noite, que envenene a alma,
evocando coisas líricas de outono...
Cecília Meireles
sexta-feira, 21 de Agosto de 2009
Vejo o cavalo parado
ao pé do tanque de limo.
Cai-lhe por cima a tristeza de um cipreste muito antigo.
Rolou no vale de pedra
seu ginete assassinado.
Oh, como pulsa, na tarde,
o coração do cavalo.
O tanque não tem mais água
e o corpo do cavaleiro,
no vale, não vale nada.
Mas o cavalo é a sombra
para sempre, de olhos tristes,
sacudindo a crina longa.
Cecília Meireles
ao pé do tanque de limo.
Cai-lhe por cima a tristeza de um cipreste muito antigo.
Rolou no vale de pedra
seu ginete assassinado.
Oh, como pulsa, na tarde,
o coração do cavalo.
O tanque não tem mais água
e o corpo do cavaleiro,
no vale, não vale nada.
Mas o cavalo é a sombra
para sempre, de olhos tristes,
sacudindo a crina longa.
Cecília Meireles
segunda-feira, 27 de Julho de 2009
domingo, 14 de Junho de 2009
"Olhei prá trás
E vi que o amor
Que era forte demais
Acabava depois
Tentei te esquecer
Mas preciso te ter
Do meu lado...
Feche os olhos
Deixa sentir
Procure uma estrela
Espere por mim
Só quero poder
Te mostrar tudo
Que eu aprendi...
Eu sei!
Não vou mais mentir
Eu te quero há muito tempo
Uma história tão simples
Por que fui te perder?
Te perder!..."
E vi que o amor
Que era forte demais
Acabava depois
Tentei te esquecer
Mas preciso te ter
Do meu lado...
Feche os olhos
Deixa sentir
Procure uma estrela
Espere por mim
Só quero poder
Te mostrar tudo
Que eu aprendi...
Eu sei!
Não vou mais mentir
Eu te quero há muito tempo
Uma história tão simples
Por que fui te perder?
Te perder!..."
quarta-feira, 10 de Junho de 2009
O sol é grande, caem côa calma das aves,
do tempo em tal sazão, que sói fria;
esta água que d´alto cai acordar-m´ia
do sono não, mas de cuidados graves.
Ó cousas, todas vãs, todas mudaves,
qual é tal coração qu´em vós confia ?
Passam os tempos vai dia trás dia,
incertos muito mais que o vento as naves.
Eu vivia já aqui sombras, vira flores,
vi tantas águas, vi tanta verdura, as aves
todas cantavam d´amores.
Tudo é seco e mudo; e, de mistura,
também mudando-m´eu fiz doutras cores:
e tudo o mais renova, isto é sem cura ! –
Sá de Miranda
do tempo em tal sazão, que sói fria;
esta água que d´alto cai acordar-m´ia
do sono não, mas de cuidados graves.
Ó cousas, todas vãs, todas mudaves,
qual é tal coração qu´em vós confia ?
Passam os tempos vai dia trás dia,
incertos muito mais que o vento as naves.
Eu vivia já aqui sombras, vira flores,
vi tantas águas, vi tanta verdura, as aves
todas cantavam d´amores.
Tudo é seco e mudo; e, de mistura,
também mudando-m´eu fiz doutras cores:
e tudo o mais renova, isto é sem cura ! –
Sá de Miranda
segunda-feira, 8 de Junho de 2009
terça-feira, 2 de Junho de 2009
domingo, 31 de Maio de 2009
sábado, 30 de Maio de 2009
sexta-feira, 29 de Maio de 2009
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